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| Designer Anne Guedes. |
Ao sair do ventre da minha mãe,
Apercebi-me de que me faltava algo,
Que havia um espaço vazio dentro de mim,
Que só poderia ser ocupado por um único ser.
Quem poderia ocupar esse meu vazio?
Aos poucos e poucos, fui crescendo
E aprendi a viver sozinha.
Apercebi-me que era diferente.
Que não era como as outras crianças.
Faltava-me o aconchego do seio familiar...
Onde reinasse o amor, o carinho e a compreensão.
Fui crescendo e cada vez mais sinto-me incompleta.
Fui abandonada ao nascer e
Tornei-me num ser carente de afecto paternal.
Ao passar pela rua,
Reparo no brilho dos olhos
Daqueles que o têm.
E cada vez mais sinto-lhe a falta.
O meu olhar doce,
Denuncia a falta que tu me fazes.
Ó mundo, porque és tão cruel para mim?
Faz-me acreditar que ainda é possível
Dar ou vir a dar.
Este amor de que tanto preciso.
Dá-me uma vida em que possa acreditar
Que o amor é possível!!!

É triste ver nas estrelinhas a história que retrata. Mas ao final da leitura uma esperança renasce com um pedido, uma vontade, capaz de reerguer e preencher todo vazio isolado pela perda que perturba a memória.
ResponderEliminarBoa noite (: fica bem!