Isolada nas correntes da recordação,
Revejo as ondas cristalinas do teu olhar
Que encantou o início daquela tarde,
E lembro-me da poeticidade daquele instante
Contemplando aquele olhar secreto... Só nosso...
Onde se oculta na perplexidade da lembrança
Transparecendo no silêncio da essência mágica
Do afecto, dos abraços que partilhámos,
Nesse cais que o mar há-de destruir...
E hoje escrevo esse poema,
Num caderno onde guardo ainda
As palavras saídas no momento,
Tão naturais, repletas do teu sorriso doce,
No mistério desse beijo do acaso
Que ainda hoje me confunde...
Beijo esse que não sei, em que língua me falou.
E é essa maravilha escrita,
Esse docíssimo instante... Só nosso...
Nascido nesse beijo efémero,
Que para sempre quero reviver!

Um poetar incrível, muito lindo. Completa-se a plenitude no jogo de palavras. Adorei.
ResponderEliminarBeijos :)